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Se todos soubessem noções básicas de primeiros socorros muitas vidas poderiam ser salvas. Iremos apresentar alguns procedimentos que poderão auxiliá-lo em caso de emergência. É importante mencionar que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico.

PRIMEIROS SOCORROS - São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa cujo estado físico coloca em perigo a sua vida ou a sua saúde, com o fim de manter as suas funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até que receba assistência médica especializada.

CONSENTIMENTO EXPRESSO - O consentimento pode ser obtido por gestos ou por palavras de uma vítima que esteja consciente e apta a assumir responsabilidade por seus atos, por exemplo, menores de idade e pessoas com problemas de desenvolvimento mental não podem responder juridicamente por seus atos.

CONSENTIMENTO IMPLÍCITO - O consentimento estará implícito nos casos onde a vítima esteja inconsciente e sua vida esteja correndo riscos. Da mesma forma, se a vida de uma criança ou de uma pessoa com problema de desenvolvimento mental estiver correndo risco, o consentimento deverá ser assumido como implícito e o socorro poderá ser prestado se no local não estiver presente um responsável pela vítima que possa expressar o consentimento. Nunca deixe de prestar socorro a uma criança por não ter como obter consentimento de pais ou responsável.

ABANDONO - Abandono significa interromper o atendimento, antes que alguém com nível igual ou superior de conhecimento ao seu assuma a responsabilidade. Portanto, uma vez que você inicie o socorro deverá ficar ao lado da vítima até ser substituído por alguém que possua condições para o socorro.

NEGLIGÊNCIA - Negligência significa atender uma vítima sem observar as técnicas adequadas e os protocolos estabelecidos, provocando com isso agravamento ou lesões adicionais.

URGÊNCIA - É a situação em que a vítima necessita de uma assistência imediata. Ex: uma pessoa com um pé quebrado (fratura fechada) e consciente.

EMERGÊNCIA - Nas situações de urgência existem aquelas que se destacam pela sua gravidade e merecem prioridade de atendimento. Ex: parada cardiorrespiratória ou hemorragia intensa.

ORIENTAÇÕES GERAIS EM CASO DE ACIDENTES:
Mantenha a calma;
Afaste os curiosos;
Quando se aproximar, tenha certeza de que está protegido;
Sinalização do local para evitar a ocorrência de novos acidentes. Pode ser feito de qualquer objeto que chame a atenção de outras pessoas para o cuidado com o local, ou uma pessoa fique sinalizando a certa distância. Se for numa via pública deve corresponder a velocidade máxima permitida para a via. Ex. acidente numa avenida onde a velocidade máxima é de 90 km/h, deve-se sinalizar a 90 metros de distância;
Faça uma barreira com seu carro, protegendo você e a vítima de um novo trauma;
Chame uma ambulância pelos telefones de emergência 193 (Bombeiros) ou 192 (SAMU);
Evite movimentos desnecessários da vítima, para não causar maiores ou novas lesões, ex. lesões na coluna cervical, hemorragias, etc;
Utilize luvas, para evitar contato direto com sangue ou outras secreções.(luvas descartáveis).

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA - Consiste na verificação:
Se a vítima está consciente, respirando, vias aéreas estão desobstruídas e se a vítima apresenta pulso;
Este exame deve ser feito em até 30 segundos. Se a vítima não estiver respirando, mas apresentar batimentos cardíacos (pulso), iniciar a respiração artificial conforme o procedimento. Caso não haja sinal de pulso, iniciar a RCP segundo o procedimento.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA - Consiste na verificação do nível de consciência e escala de Coma de Glasgow.
Avaliar os 4 sinais vitais: pulso, respiração, pressão arterial (PA), e quando possível à temperatura;
Avaliar os 3 Sinais diagnósticos: Tamanho das pupilas, enchimento capilar (perfusão sangüínea das extremidades) e cor da pele;
Realizar o exame físico na vítima: pescoço, cabeça, tórax, abdômen, pelve, membros inferiores, membros superiores e dorso.

RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO PULMONAR (RCP) - Conjunto de medidas emergenciais que permitem salvar uma vida pela falência ou insuficiência do sistema respiratório ou cardiovascular. Sem oxigênio as células do cérebro morrem em 10 minutos. As lesões começam após 04 minutos a partir da parada respiratória.

CAUSAS DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - Asfixia (obstrução das vias aéreas); intoxicações; traumatismos; afogamento; eletrocussão (choque elétrico); estado de choque e doenças.

COMO SE MANIFESTA - Perda de consciência; ausência de movimentos respiratórios; ausência de pulso; cianose (pele, língua, lóbulo da orelha e bases da unhas arroxeadas) e midríase (pupilas dilatadas) e arreativas (sem reação á luz).

COMO PROCEDER:
Verifique o estado de consciência da vítima, perguntando-lhe em voz alta:"Posso lhe Ajudar";
Trate as hemorragias externas abundantes;
Coloque a vítima em decúbito dorsal sobre uma superfície dura;
Verifique se a vítima está respirando;
Nunca realize a hiperextensão do pescoço de uma vítima de trauma, apenas tracione o queixo para cima mantendo a cabeça e pescoço imobilizados. Nos casos em que não houver suspeita de trauma, incline a cabeça da vítima para trás e em seguida eleve seu queixo;
Verifique se as vias aéreas da vítima estão desobstruídas aplicando-lhe duas insulflações pelo método boca-a-boca;
Verifique se a vítima apresenta os sinais de circulação (respiração, tosse ou movimentos), se tiver habilidade cheque o pulso carotídeo no pescoço da vítima, caso negativo inicie as compressões torácicas (massagem cardíaca externa);
Posicione as mãos sobre o externo, no centro do peito entre os mamilos da vítima;
Mantenha os dedos das mãos entrelaçados e afastados do corpo da vítima;
Mantenha os braços retos e perpendiculares ao corpo da vítima;
Inicie a massagem cardíaca comprimindo o peito da vítima acima de 8 anos de idade em tor no de 03 a 05 cm;
Realize as compressões no ritmo de 100 compressões por minuto;
Independente de estar sozinho ou acompanhado execute 15 compressões torácicas por 2 ventilações artificiais durante o período de 1 minuto que corresponde a 4 seqüências (ciclos). Após 4 ciclos de 15 x 2 verifique o retorno dos sinais de circulação. Se ausentes reinicie a RCP com as compressões torácicas.
Ao socorrer vítimas com idade inferior a 8 anos execute 5 compressões torácicas por 1 ventilação artificial por 20 ciclos, no tempo de 1 minuto. Comprima o tórax apenas com uma das mãos apoiadas sobre o tórax e deprima o esterno entre 2,5 a 3,5 cm, num ritmo de pelo menos 100 vezes por minuto.

RCP
COMPRESSÕES
VENTILAÇÕES
CICLOS
Vítimas acima de oito anos
15
02
04
Vítimas Abaixo de oito anos
05
01
20

Após os ciclos de reanimações, monitorar novamente os sinais vitais.

FRATURAS - É a ruptura do osso. O Primeiro Socorro consiste em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando assim o agravamento da lesão. Dor e edema (inchaço) local, dificuldade ou incapacidade de movimentação. Posição anormal da região atingida. Há uma sensação de atrito das partes ósseas no local da fratura, em fratura expostas há a rotura da pele com exposição do osso fraturado.

Fratura Fechada - Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida e o estado de choque. Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano.
Proteja a região lesada usando algodão ou pano, a fim de evitar danos à pele, faça a imobilização de modo que o aparelho atinja as duas articulações próximas à fratura.
Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, sem apertar, em 4 pontos:
· Acima e abaixo do local da lesão;
· Acima e abaixo das articulações próximas à região lesão.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura colocando o osso quebrado no lugar.

Fratura Exposta - Mantenha a vítima em repouso, evite movimentar a região atingida. Estanque a hemorragia e faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas, lenço ou pano limpo.
Imobilize o local usando tábua, papelão, jornal ou revistas dobradas, travesseiro, manta e tiras de pano. Remova a vítima para o hospital mais próximo, após a imobilização.
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura colocando o osso quebrado no lugar.

HEMORRAGIAS - É a perda de sangue devido o rompimento de um ou mais vasos sangüíneos. A perda excessiva e não controlada de sangue, pode levar uma vítima à morte, principalmente se a hemorragia for arterial.

Artéria - São os vasos responsáveis pelo transporte do sangue do coração para o restante do corpo. Esse sangue é rico em O2 e pobre em CO2, tem coloração vermelho claro. Quando a artéria se rompe, o sangue sai em forma de esguicho.

Veia - É responsável pelo retorno do sangue que vem do corpo para o coração. Esse sangue é pobre em oxigênio e rico em CO2 e pobre em O2 e tem cor vermelha escura. Quando rompidos, o sangue sai escorrendo pelo corpo em grandes ou pequenas quantidades.

HEMORRAGIA EXTERNA:
Antes de tocar na vítima, proteja-se com luvas;
Cubra o local com um pano limpo, gases estéreis, bandagem triangular;
Aplique uma pressão sobre local;
Se for nos membros (braços e pernas) eleve-os SOMENTE EM CASOS EM QUE NÃO HOUVER FRATURA LOCAL OU INDÍCIOS DE FRATURA DE COLUNA, para diminuir o fluxo sangüíneo no local do ferimento. Ex. CORTE POR FACA NA MÃO, CORTE POR VIDRO NO PÉ;
Não faça pressão em ferimentos nos olhos, objetos empalados (encravados), em fratura de crânio;
f ixe o curativo com esparadrapo ou similar, faixa crepe, pedaço de tecido, bandagem triangular;
Se o ferimento for profundo independente do tamanho, leve a vítima ao hospital, provavelmente necessitará de sutura (pontos);
Jamais coloque sobre o ferimento produtos caseiros: pó de café, manteiga, maizena, fumo, etc.
Se a compressa que foi colocada sobre o ferimento ficar encharcada não retirar, apenas colocar outra por cima.
Sua retirada vai expor novamente o ferimento e destruir os coágulos que já se formaram.

HEMORRAGIA INTERNA:
Suspeita de hemorragia interna:
Observar saída de sangue por orifícios (nariz, boca, ânus, canal vaginal, canal do pênis);
Verificar a queixa principal da vítima;
Relacionar a queixa com a natureza da ocorrência;
Observar presença de grandes hematomas.
Observar sinais e sintomas do choque hipovolêmico:
Pulsorese intensa, mucosas descoradas, palidez intensa, sede e tontura.

CONDUTA:
Mantenha as vias aéreas abertas;
Mantenha a vítima em repouso;
Não ofereça líquido ou alimento;
Mantenha a vítima aquecida;
Afrouxe as roupas;
Monitore os sinais vitais constantemente;
Cubra a vítima com cobertor, papel alumínio, para evitar perda de temperatura;
Transporte para o hospital mais próximo.

QUEIMADURA - É a destruição total ou parcial dos tecidos, às vezes estendendo-se aos músculos, tecidos gordurosos, tendões, nervos, vasos sangüíneos e ossos.
· 1º GRAU: Atinge a camada superficial da pele (epiderme). Apresenta eritema (vermelhidão), dor e inchaço.
· 2º GRAU: Compromete, além da epiderme, a derme (abaixo da epiderme) e a principal característica é a presença de bolhas e dor intensa.
· 3º GRAU: Pode afetar todas as camadas do corpo chegando às vezes até os ossos. A vítima geralmente sente pouca ou nenhuma dor nas áreas afetadas, pois as raízes nervosas são atingidas eliminando assim a transmissão de sinais da sensibilidade.

Regras para abordagem de vítimas queimadas:
Interromper o contato da vítima com o agente agressivo (térmico, químico ou elétrico);
Assegurar a vítima à manutenção básica da vida;
Proteger a vítima e suas lesões de outros agravos durante o transporte;
Proceder à avaliação primária da vítima assegurando vias aéreas pérvias, respiração e circulação;
Qualquer vítima com lesões por queimaduras podem também ter sido vítima de trauma, portanto, especial atenção deve ser dada à proteção da coluna vertebral.

QUEIMADURA QUÍMICA:
Antes de manipular qualquer vítima que ainda esteja em contato com o agente agressor (no ambiente, nas vestes ou na pele), proteger-se de sua exposição e usar luvas, óculos e vestimentas de proteção. Se possível, identificar o agente agressor;
Retire as vestes da vítima que estiverem impregnadas pelo produto e lavar a pele com água corrente ou soro fisiológico abundantemente por um tempo mínimo de 20 minutos;
Se o produto for seco (na forma granulada ou pó), retirá-lo manualmente (com pano seco ou escova de cerdas suaves) sem friccionar. Em seguida lavar o local com água corrente.

QUEIMADURA TÉRMICA:
Se tiver fogo nas roupas, role-a no chão se possível ou envolva em um cobertor ou similar para apagar as chamas;
Irrigue imediatamente o local afetado por alguns minutos com água corrente e na temperatura ambiente o utilize soro fisiológico.
Retire só as partes que não estão grudadas;
Retire das extremidades anéis, pulseiras, relógios antes que o membro fique muito inchado impossibilitando a retirada dos mesmos;
Queimaduras na face dar especial atenção às vias aéreas e respiração;
Se atingir os olhos, cobri-los com gaze umedecida em água ou soro fisiológico;
Se for nas mãos ou pés, colocar gaze entre os dedos umedecida em água ou soro fisiológico.

QUEIMADURA QUÍMICA NOS OLHOS:
No caso de queimadura química, seja por substância álcali ou ácida, irrigar com soro fisiológico ou água corrente por 20 minutos. Fazer a irrigação do centro para o canto externo do olho;
Cobrir o(s) olho(s) com gases umedecida em soro fisiológico ou água limpa e trocá-las constantemente;
Se possível retirar lentes de contato;
No caso de queimaduras químicas tentar obter o nome do produto e se possível levar a embalagem para o hospital.

ASFIXIA - Dificuldade ou parada respiratória, podendo ser provocada por: choque elétrico, afogamento, deficiência de oxigênio atmosférico, obstrução das vias aéreas (boca, nariz e garganta), por corpo estranho, envenenamento, etc. A falta de oxigênio pode provocar seqüelas após 4 minutos, caso não seja atendido convenientemente.

COMO SE MANIFESTA - Atitudes que caracterizem dificuldade na respiração, ausência de movimentos respiratórios, inconsciência, cianose (lábios, língua e unhas arroxeadas) e midríase (pupilas dilatadas).

CONDUTA - Encorajar a vítima a tossir e se a obstrução for total (não tosse ou não consegue falar) realizar sucessivas compressões abdominais se posicionando por trás da vítima e colocando as mãos sobre o abdome entre o umbigo e o apêndice xifóide, empurrando o abdômen para dentro e para cima com golpes rápidos (manobra de Heimlich).
Em vítimas obesas e gestantes no último trimestre as compressões devem ser realizadas no centro do tórax.
Em caso de a vítima ficar inconsciente executar a reanimação cardiopulmonar (RCP).

AFOGAMENTO - A maioria das pessoas, quando pensam em acidentes relacionados à água, lembram somente do afogamento. Não há dúvidas de que o afogamento é considerado o problema principal, até mesmo quando o motivo que causou o afogamento foi um trauma ou uma emergência clínica.

A melhor forma de prevenir o afogamento é sendo bastante cauteloso ao entrar em rios, piscinas e no mar. Para quem não sabe nadar, é recomendável procurar aprender já que situações em que seja necessário nadar podem ocorrer. Um exemplo é no caso de um veículo que cai dentro de um rio, ao sair do veículo se a pessoa não souber nadar, é quase certo que vá se afogar.

SEQUÊNCIA DE EVENTOS:
Período de pânico;
Tentativa para manter-se em apnéia (sem respirar), enquanto luta para emergir;
Começa a engolir água por mecanismo reflexo;
Líquido posteriormente pode ser aspirado;
Devido hipóxia e hipercapnia ocorrem respirações involuntárias e conseqüentes aspiração de líquido;
Passagem de líquido pela laringe na fase inicial, causa intenso laringoespasmo que previne grandes quantidades de água (85% a 90%);
Mecanismo cede com a perda da consciência (entra água - afogamento úmido / não entra água - afogamento seco).

CONDUTA:
A retirada da vítima inconsciente do local em que ela está submersa, deve ser cuidadosa, principalmente se durante o acidente, ela teve algum trauma;
Jamais faça contato direto com alguém que está se afogando, se você não tem treinamento para tal conduta;
Só se aproxime da vítima, se ela for uma criança que você possa dominá-la ou se a vítima estiver inconsciente.

FORMAS SEGURAS DE RETIRADA DA VÍTIMA CONSCIENTE DA ÁGUA:
Após retirá-la da água, inicie avaliação primária e se for necessário e realize imediatamente as manobras de reanimação respiratória ou cardiorrespiratória;
Durante o procedimento de reanimação cardiopulmonar e principalmente durante as compressões torácicas, caso a cavidade oral (boca) fique cheio de água ou resíduo alimentar, interrompa os procedimentos, limpe a boca e retome as manobras;
Caso consiga reanimar a vítima, mantenha em posição de recuperação, agasalhe-a para evitar a progressão da hipotermia (diminuição da temperatura do corpo), monitore sinais vitais e aguarde o socorro especializado;
Sabe-se hoje que ao iniciar as manobras tradicionais de reanimação (RCP) durante as compressões torácicas simultaneamente é realizado o batimento cardíaco de forma artificial e por está com as mãos sobre a região dos pulmões, realiza-se a drenagem da água.

OS ACIDENTES MAIS COMUNS:

Cortes e arranhões - Ferimentos pequenos devem ser cuidadosamente lavados com água corrente e sabão até ficarem totalmente limpos. Depois, proteja o ferimento utilizando atadura ou gaze. Procure um hospital e lá verifique se haverá necessidade de aplicar a vacina e/ou soro antitetânico. Para extrair espinhos ou lascas, use uma agulha ou pinça desinfete no fogo e depois aplique solução de iodo (por exemplo, povidine) no lugar ferido. Não use iodo puro.

Torceduras - Mantenha a parte afetada erguida e aplique bolsa de gelo ou água fria.

Trauma dentário - Dente permanente ou de leite que entrou mais na gengiva ou ficou mais para fora da gengiva após um trauma: deve-se procurar o hospital mais próximo.

Corpo estranho no nariz - Caso a pessoa esteja com dificuldade de respirar, oriente-a para que se mantenha calma e respire pela boca.
Evite retirar o corpo estranho com um objeto, pois pode prejudicar, ainda mais, o paciente.

Corpo estranho nos ouvidos - Não use nenhum objeto para retirar o corpo estranho, pois pode prejudicar, ainda mais, o paciente.

Corpo estranho nos olhos - Lave bem os olhos do paciente com água limpa ou soro fisiológico. Não deixe que o paciente esfregue os olhos ou coloque colírios anestésicos. Tome cuidado ao tentar remover o corpo estranho. Caso não consiga, proteja os olhos da vítima e leve-a ao hospital mais próximo.

Desmaio - Afrouxe as roupas da pessoa, soltando tudo o que possa prender sua circulação e respiração. Deite a pessoa de costas, abra as janelas e mantenha o local bem arejado.
Caso a pessoa se mantenha desacordada, agasalhe-a e leve-a ao médico.

Convulsão - Deite o paciente de costas e afaste os objetos próximos. Proteja sua cabeça com as mãos para que não bata no chão e se machuque. Vire a vítima imediatamente de lado com auxílio de outras pessoas para evitar que sufoque com as secreções da boca. Depois de recuperar a consciência, leve-o ao serviço médico para tratamento e medicação correta.

CHOQUES ELÉTRICOS - Se vir alguém recebendo uma grande descarga de energia, desligue imediatamente o circuito. Não toque no acidentado até que o condutor tenha sido desligado ou removido;
Se não puder desligar a corrente elétrica, só toque no acidentado se estiver usando luvas de proteção.

FERIMENTOS:
Conceito
- É o rompimento da pele, podendo atingir camadas mais profundas do organismo, órgãos, vasos sangüíneos e outras áreas. Pode ser provocado por vários fatores, dentre eles: faca, arma de fogo, objetos perfuro-cortantes, arames, pregos e pedaços de metais, etc.
Os ferimentos leves devem ser lavados com água corrente e sabão. Para retirar lascas de madeira, vidro ou pedaços de metal da pele use apenas água. Evite tocar com os dedos, lenços ou materiais que não estejam limpos.
No caso de grandes sangramentos, o correto é colocar uma camada grossa de gaze ou pano limpo sobre o machucado apertando com força por alguns minutos até estancar o sangramento.
Quanto o sangramento parar, coloque uma atadura sem apertar muito. Depois procure um médico ou leve a pessoa para o hospital.

EM FERIMENTOS POR OBJETO ENCRAVADO:
Não retire objetos encravados, (madeira, ferro, arame, vidros, galho, etc.). A retirada pode provocar lesões nos órgãos e graves hemorragias, pois libera o ponto de pressão que está fazendo. Proteja a área com pano limpo, sem retirar o objeto, fixando-o para evitar movimento durante o transporte. Aguarde a chegada do socorro e fique ao lado da vítima e conforte-a.

EM EVISCERAÇÕES ABDOMINAIS:
Não recoloque as vísceras para dentro da cavidade abdominal, COLOQUE UM PLÁSTICO ESTÉRIL OU FILME DE PVC LIMPO SOBRE AS VÍSCERAS PARA PROTEGER O LOCAL.

O QUE SÃO ANIMAIS PEÇONHENTOS - Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto, peçonhentos são os animais que injetam veneno com facilidade e de maneira ativa. Ex. serpentes, aranhas, escorpiões, lacrais, abelhas, vespas e marimbondos.

MORDIDA DE ANIMAIS PEÇONHENTOS: O QUE FAZER?
Não permita que a vítima faça movimentos desnecessários, muitos menos que caminhe, principalmente se o acidente for no membro inferior, que deve ser imobilizado;
Mantenha a calma;
Não faça torniquetes nem cortes no local da picada;
Lave o local com água corrente;
Retire o ferrão (no caso de abelhas), sem usar pinças;
Não dê bebidas alcoólicas à vítima;
Resfriar o local com gelo;
Sempre que possível, capture o animal para identificação;
Não pegue o animal agressor com a mão;
Não coloque borra de café, angu ou outra substância qualquer no local;
Procure assistência médica no caso de muitas picadas ou reações alérgicas;
Crianças devem ser submetidas à avaliação de um médico;
Consulte os Centros de Controle de Intoxicações.

COBRAS:
Imobilize o membro atingido;
Não faça garrote ou torniquete;
Não esprema o local, não faça cortes;
Procure assistência médica.

PREVENÇÃO DE ANIMAIS PEÇONHENTOS:
Sacuda e examine os calçados e roupas antes de usar;
Mantenha devidamente aparado o gramado e evite ou remova folhagens densas;
Mantenha limpos os locais próximos a residências e evite acúmulo de lixo, entulhos ou materiais de construção;
Não coloque mãos ou pés em buracos, cupinzeiros, montes de pedra ou lenha;
Use sempre calçados e luvas nas atividades rurais;
Use telas e vedantes em portas e janelas;
Crie aves domésticas (predadores naturais) em zonas rurais;
Evite contato com lagartas, olhando atentamente para as folhas ou troncos das árvores.

TRANSPORTE DE VÍTIMAS:
Se houver suspeita de fraturas no pescoço e nas costas, evite mover a pessoa;
Para puxá-la para um local mais seguro, mova-a de costas, no sentido do comprimento com o auxílio de um casaco ou cobertor;
Para erguê-la, você e mais duas ou três pessoas devem apoiar todo o corpo e colocá-la numa tábua ou maca. Se precisar, improvise com pedaços de madeira, amarrando cobertores ou paletós;
Apóie sempre a cabeça, impedindo-a de cair para trás.


BIBLIOGRAFIA

Departamento Nacional de Estrada Rodoviária - DNER
Guia de Vigilância Epidemiológica.
Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.
Centro de Controle de Intoxicações - UFF e Universidade de Campinas - S.P.
Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos - 1998
Fundação Nacional de Saúde - Ministério da Saúde.
Manual de Primeiros Socorros - Cruz Vermelha .
Livro de Primeiros Socorros - 2ª Edição - Stephen N. Rosemberg, M.D. - Johnson e Johnson Editora Record.
Intervenção em Urgências - Apostila - Claudinei Ferreira da Silva - 2004.
Apostila - ESTÁGIO DE SOCORROS DE URGÊNCIA - Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Companhia de Emergência Médica.

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